01 ago 2019

Escrito por: Marcos Yorinobu

Psicologia

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Neste momento de instabilidade emocional e grande insatisfação, tenho observado nas pessoas em meu entorno um misto de sentimentos confusos em forma revolta, reclamações, justificativas e temor.

É típico do comportamento humano assumir um modo de ser desapercebido, muitas vezes cruel e desleal, a fim de evitar o desconforto da decisão. Isso, para alguns, chama-se autossabotagem; para mim, faz parte de uma construção pessoal e de um modo próprio de lidar com aquilo que frustra e incomoda. Ainda que frustre e incomode,  conhecemos o lugar onde estamos e tendemos a pensar que ele não nos causa perigo.

Essa condição exige-nos minimamente questionamentos: entrar em contato com aquilo que nos traz desconforto, de modo a entendermos e buscarmos recursos que nos possibilitem sair desse lugar, desse discurso inebriante que nos impede de prosseguir e assumir a responsabilidade sobre a nossa existência e escolhas.

Sei o quanto é difícil escolher, pois escolha exige tempo, debruçar-se e, então, movimentar-se… é abrir mão de nossa zona de conforto em detrimento de outra, desconhecida, nova, instável.

Conscientes disso, o que nos resta é promover mudança: permanecer na zona de conforto – que não nos exige, mas também não permite desenvolvimento pessoal – ou lutar a fim de encontrar potenciais, recriando-nos.

É possível, sim, transformarmo-nos com atitudes mais assertivas acerca dos setores de nossa vida. Como?

Questionamentos possíveis:

Será que as desculpas e reclamações não estão me impedindo de agir?

Será que reconheço o meu percurso, conquistas, saberes e capacidades próprias, a fim de usá-los como recursos para sair deste estado?

Será possível definir o que quero num prazo conciliável?

Será que há riscos? Quais? E as minhas habilidades, podem me auxiliar a lidar com eles?

Será que tenho oportunidades em meu entorno (pessoas, lugares, situações)?

Internalize definitivamente que não há erros em nossas escolhas, mas sim, mudança de rota em busca daquilo que se quer.

Enfim, mude sua lida e questione-se verdadeiramente: o que tenho feito para conquistar uma vida mais criativa e saudável?

Psicólogo Marcos Yorinobu

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