Insegurança 01 ago 2019

Escrito por: Marcos Yorinobu

Psicologia

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Eita sentimento ruim de ter em nossa companhia, não? Geralmente ela vem a partir de uma comparação em relação a outras pessoas ou situações: não somos pessoas boas, bonitas, magras, saradas, inteligentes, articuladas, criativas o bastante, a fim de que o outro possa nos validar.

Não basta apenas sentirmos, precisamos ainda ser cruéis e exigentes conosco, pois os nossos concorrentes em questão, devem ocupar um patamar, “a nossos olhos”, privilegiado e muito distante de nós. Fico me perguntando o quanto nossa régua acaba sendo muito alta e inalcançável, fazendo-nos imperioso a perfeição, a excelência, a expertise.

Quando deslocamos o “nosso holofote da ribalta” de nós nos palcos da vida, damos os créditos ao outro e escolhemos permanecer na coxia ou quem dirá se tivermos sorte, nos bastidores. Uso esta metáfora para ilustrar o quanto colocamos energia a situações ou pessoas e nos desmerecemos; não acolhemos minimante as nossas vitórias, a nossa trajetória, aquilo que pudemos ser naquele momento porque aquilo era tudo que sabíamos e poderíamos ofertar.

Como experiência própria, sempre tive vontade de escrever, mas deixei de lado esta prática porque costumava me comparar com outros escritores, acreditando eu, serem mais capacitados do que eu. O mundo tem espaço para tantas pessoas, gostos, gêneros e por que não teria para mim?

Concordo que o mundo em que vivemos promove este tipo de estado, mas validarmos o percurso e refletirmos a respeito é um caminho possível.

Como não poderia deixar de provocar: Será que é função do outro a de nos validarmos e promover nosso bem-estar e equilíbrio? Até quando seremos cruéis e exigentes a fim de obter um parâmetro inalcançável? Que espaço reservamos para as nossas conquistas e aprendizagens? O que você sempre quis fazer, mas não o fez por conta de outras pessoas?

Ao invés de ficar se comparando, valide aquilo que tem, seu poder pessoal, sua capacidade.

Pare e pense, tome a direção de seu holofote para você novamente, deixe a fantasia de que o outro sempre será melhor que você.

Lembre-se de que cada um é especial em sua natureza íntima.

Brilhe e viva como se fosse a sua última apresentação… e ao final, aplauda-se em pé valorizando até onde chegou.

Psicólogo Marcos Yorinobu

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